Com a proximidade da conclusão da primeira etapa da obra de reforma no Túnel da Conceição (parte bloqueada), a laje inferior no sentido bairro-centro recebeu nova camada asfáltica, que servirá como pavimento da pista de rolamento a ser liberada na próxima etapa da obra. No momento são finalizados os serviços da drenagem.
Segundo o secretário municipal de Obras e Viação, Cássio Trogildo, a expectativa é concluir esta etapa da reforma em poucos dias. “Pelo ritmo do andamento dos trabalhos, e pelos resultados das intervenções de drenagem que estamos obtendo, até o final de junho, no máximo início de julho, devemos passar as obras para o outro lado do túnel”, afirma. Ponto fundamental da reforma, os serviços de drenagem estão sendo realizados em todo o entorno do complexo, a fim de se acabar com as infiltrações que comprometeram a estrutura do túnel ao longo dos anos.
Medida de reforço estrutural, a laje de concreto incorporado também servirá como pavimento da pista superior, sentido centro-bairro. Nesta última etapa, além do tratamento das armaduras e das fissuras nas paredes da estrutura, foram construídos passeios nas laterais e realizada a pintura de paredes e teto.
As operações continuam em duas faixas de cada sentido, sendo que 50% da passagem de nível permanece liberada para o tráfego de veículos. “No entorno das obras, não registramos problemas com fluidez. Os motoristas estão utilizando as alternativas propostas pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) e outros órgãos da prefeitura. “Seguimos com nosso efetivo reforçado, com agentes monitorando e organizando o tráfego da região”, disse o diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari.
Concluído em 1972, o túnel foi concebido para ligar a elevada da Conceição e a Avenida Osvaldo Aranha, como parte da primeira perimetral. Após 38 anos, a estrutura apresentou problemas como presença de água nas paredes e lajes, pontos de armadura expostos e corroídos, trincas no forro, paredes e muros, rompimento de concreto e pavimento desgastado. O túnel será recuperado totalmente a um custo de R$ 2,65 milhões. A reforma pretende garantir, no mínimo, mais 30 anos de vida útil à estrutura.