Neste domingo, 6, a partir das 18h, a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa), fundação vinculada à Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), apresentará o sexto recital da série ‘Música de Câmara em 2023’. A programação reúne obras do período Barroco ao Contemporâneo para fagote, trombone e piano. Com entrada gratuita, o espetáculo acontecerá na Sala de Recitais da Casa da Ospa no Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff) (Avenida Borges de Medeiros, 1.501 – bairro Praia de Belas), em Porto Alegre.
A exibição começará com José Milton e Sabryna, que interpretarão reproduções para trombone de músicas de Georg Philipp Telemann (1681–1767) para clavicórdio, equipamento semelhante ao cravo, utilizado principalmente nos períodos Barroco e Clássico. No repertório estão ‘Fantasia para Clavicórdio nº 2’ e ‘Sonata Canônica nº 1’. José Milton observa as adaptações para o trombone. “Além do desafio técnico, essas transcrições funcionam como uma forma de os trombonistas terem contato com a música barroca, período em que o instrumento quase não foi contemplado com obras originais.”
Em seguida, será a vez da fagotista Ange Bazzani e do pianista Paulo Bergmann tocarem a ‘Sonata para Fagote e Piano em Sol Maior’, Op. 168. Esse foi um dos últimos trabalhos do compositor francês Camille Saint-Saëns (1835–1921). A peça foi um dos esforços do artista para expandir o repertório solo de instrumentos que não costumavam ser considerados para tal destaque. A dupla também apresentará ‘Ciranda das Sete Notas’, do brasileiro Heitor Villa-Lobos (1887–1959). O autor escreveu a peça explorando ao máximo as capacidades técnicas e sonoras do fagote, instrumento com o som mais grave da família dos sopros de madeira.
Obras originais para trombone e piano também serão realizadas pelo pianista Paulo Bergmann e por José Milton. Eles tocarão ‘Modinha de Infância’, do brasileiro Fernando Deddos (1983), e ‘À La Manière de Schuman’, do francês Jean-Michel Defaye (1932). Na parte final, o duo interpretará ‘Deux Danses’, também de Defaye. Para José Milton há um aspecto contrastante dessa obra. “A ‘Dança Sacra’ tem o lirismo como base dominante em todo movimento, com linhas melódicas que lembram uma balada de jazz. O segundo movimento, ‘Dança Profana’, é extremamente rítmico e foi baseado no carnaval brasileiro da década de 1950”, explica.