Panorama

Presidente da Assembleia faz um balanço do semestre

A promoção de grandes debates sociais para resgatar a legitimidade do Parlamento junto à sociedade e buscar o fortalecimento institucional foram alguns dos itens pautados pelo presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, deputado Adão Villaverde, como prioridade pra os próximos meses de sua gestão. Ao palestrar no evento Tá na Mesa, promovido pela Federasul nesta quarta-feira,  3, afirmou que a Assembleia vai participar do debate de temas nacionais como o novo Código Florestal e a Reforma Política.

Ele enfatizou que os deputados querem ampliar cada vez mais a representatividade da Assembleia Legislativa “como espaço de debates relevantes, não só para o desenvolvimento do Estado, mas também de alcance nacional. Por isso, estamos programando trazer à nossa Casa figuras importantes como os ex-presidentes da República, Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso”.

A tônica da palestra de Villaverde consistiu em apresentar um relatório das atividades da Assembleia no primeiro semestre do ano. Distribuiu ao final uma cartilha que condensa todos estes, e informou que agora os deputados estão se preparando para articular um debate sobre as dívidas dos Estados com a União. Segundo ele, o repasse das dívidas chega a 15% da receita líquida de alguns Estados, e a ideia é baixar pelo menos para 10%, reduzindo também as taxas de juros. “Sabemos que esta não é uma pauta que agrada ao Governo Federal, mas estamos argumentando que a redução é necessária para os Estados se estabilizarem”,  explicou.

O presidente da Federasul, José Paulo Dornelles Cairoli, alertou ao presidente a Assembléia que a Federasul está mobilizada para rejeitar aumento da carga tributária que poderá vir embutido em qualquer nomeclatura. “Confiamos que os deputados manterão a posição de rejeição para manter a coerência”. Cairoli disse ainda que a sociedade sabe que mais impostos significam menos empregos e progresso, e fez uma ironia ao dizer que não entende de Política, mas de Matemática, e por isto não conseguia admitir a lógica do orçamento apresentado pelo Estado, que contempla 35% para a Educação, 12% para a Saúde e 54% para a folha do funcionalismo.

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