Foi aprovada na última semana, pelo Conselho Universitário (Consu) da UFSM, a minuta de resolução de criação do Parque de Inovação, Ciência e Tecnologia (PICT) da universidade. O local será um complexo planejado de desenvolvimento empresarial e tecnológico, que ocupará a área do atual Centro de Eventos do campus sede – cerca de 10 hectares – devendo ser gerido pela Agência de Inovação e Transferência de Tecnologia (Agittec).
O espaço deverá funcionar também como promotor de cultura de inovação, da competitividade industrial, da capacitação empresarial e da promoção de sinergias em atividades de pesquisa científica. Ainda, como complexo de desenvolvimento tecnológico e de inovação, entre empresas e instituições de ciência e tecnologia, com ou sem vínculo entre si.
Centros de pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico, incubação e pré-incubação, além de empresas residentes, empresas associadas, setores e projetos de pesquisa serão abrigados no local, entre outros. Outra definição é que o PICT deverá realizar ações coordenadas em rede que busquem promover a atividade empresarial e o investimento em inovação, bem como incentivar a formação e o desenvolvimento de empresas e criar condições favoráveis ao seu crescimento.
Além da UFSM, poderão integrar o complexo empresas residentes, como de base tecnológica; centros de pesquisa, desenvolvimento e inovação de empresas; empresas juniores; incubadas; empresas originárias de pesquisas universitárias; empresas graduadas, spin-offs e spin-outs e empresas-âncora. Ainda, empresas de apoio e instituições parceiras, como, por exemplo, empresas de serviços e atividades de apoio – postos bancários, unidades de serviços de saúde, restaurantes, livrarias, creches, entre outros -, instituições bancárias ou cooperativas de crédito; entre outras.
É importante ressaltar que a proposta do PICT não vai de encontro ao Parque Industrial de Santa Maria, o qual continuará tendo o apoio da UFSM. Na reunião, o reitor da universidade, Paulo Afonso Burmann, afirmou que a instituição de ensino estava atrasada na criação de um parque de inovação. “A criação é estratégica e urgente. Não podemos nos dar este luxo de perder esta possibilidade de captar recursos, de participar de editais, por não termos uma estrutura formalizada”, declarou.
Burmann apontou, ainda, que o fortalecimento do PICT será um processo lento e que precisa ser iniciado. “É um esforço da universidade para garantir um sistema de desenvolvimento econômico e social para esta região, não de exportar talentos daqui”, disse.